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PACIENTES DO CAPS NISE DA SILVEIRA ESTÃO PRODUZINDO MÁSCARAS DE PROTEÇÃO FACIAL

Kits com máscaras e álcool em gel são feitos e doados pelo Grupo Mãos que Fazem "As pessoas julgam sem saber. O fato de participar do CAPS não quer dizer que seja reflexo de loucura absoluta. Eu me escondia, manifestava sorrisos fingidos por medo desse julgamento esmagador que só piora a nossa condição", desabafa uma das costureiras e paciente do Centro de Atenção Psicossocial que agora passa grande parte do tratamento costurando máscaras e fechando kits com álcool em gel que são doados para os próprios pacientes que frequentam o CAPS. A iniciativa do kit é do Grupo Mãos que Fazem, coordenado pela terapeuta Bruna Simões Druzani. Ela conta que o Grupo surgiu em 2019 e os pacientes faziam aventais, panos de prato e toalhas de mesa. Com a pandemia, o Grupo se concentrou em fazer máscaras para os pacientes que não as tinham por diferentes motivos. "Pensamos em fazer uma corrente do bem. Conversamos com colaboradores habituais que nos doaram os materiais; os nossos pacientes concordaram com a ideia e então passamos a desenvolver os kits. Agradecemos a família do Sr. Sebastião Gomes que nos doou o álcool em gel para os kits e demais colaboradores que sempre doam tecidos para o nosso grupo e para o CAPS", disse Bruna Druzani. Já foram produzidas mais de uma centena de kits e agora, segundo Bruna Druzani, o grupo vai produzir máscaras em parceria com a Unidade Básica de Saúde Cosmópolis I. O CAPS de Cosmópolis tem ainda os Grupos de caminhada, de música, de artes, de conversa, de família, de movimento e de jardim, além do Grupo Mãos que Fazem. "Além das atividades internas, o CAPS promove ainda passeios externos, exposições de artes, piqueniques, bingos e gincanas com a participação de outros CAPS da região. A maioria dessas atividades, contudo, estão suspensas por causa da pandemia do Novo Coronavírus", informa o coordenador do CAPS e técnico de enfermagem, José Antonio Pereira de Lima. "Estamos mantendo as atividades do Grupo Mãos que Fazem, do teleatendimento das psicólogas e o atendimento médico. Quando a pandemia passar vamos retomar todas as nossas atividades", disse José Antonio. O CAPS de Cosmópolis dispõe de equipe multidisciplinar com profissionais de diversas áreas que se organizam para acolher os pacientes, desenvolver os projetos terapêuticos, trabalhar nas atividades de reabilitação psicossocial e compartilhar do espaço de convivência do serviço. Entre os profissionais,  o CAPS conta com psiquiatra, psicólogas, enfermeiras e terapeuta ocupacional, além da equipe de apoio e servidores da administração do Centro.
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CAPS NISE DA SILVEIRA CRIA SERVIÇO DE TELEATENDIMENTO PSICOLÓGICO

A Secretaria de Saúde de Cosmópolis, desde o início da pandemia pelo novo Coronavírus tem feito um esforço para concentrar e priorizar as ações e os atendimentos aos pacientes com sintomas da COVID-19. Como um órgão da Secretaria de Saúde, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), unidade de atendimento em saúde mental também reorganizou o seu atendimento e criou o serviço de teleatendimento psicológico. Como explica a psicóloga Andréa Mauricio da Silveira Vitti, atualmente o CAPS tem uma média estimada de 250 pacientes ativos. São pacientes com transtorno mental grave. "Em nosso ultimo senso, no final de 2019, 48% dos pacientes atendidos tinham diagnósticos de esquizofrenia;  24% de transtorno depressivo grave; 9% transtorno de personalidade; 7% de transtorno mental devido ao uso de substâncias psicoativas; 6% de transtornos de ansiedade; 4% retardo mental e 2% transtorno mental devido a lesão ou doença física", enumera Andréa. O atendimento psicológico online já é uma modalidade de atendimento reconhecida pelo Conselho Regional de Psicologia, e que após o início da pandemia causada pelo Coronavírus, tem sido recomendada pelo Conselho de Psicologia como forma de manter o suporte aos pacientes com maior segurança. Antes da pandemia da COVID-19, os atendimentos psicológicos eram realizados através dos grupos terapêuticos e quando necessário de modo individual. Com o início da pandemia, os atendimentos em grupos foram suspensos, sendo mantidos apenas alguns atendimentos individuais emergenciais. Segundo Andrea Vitti, demandas como o aumento da ansiedade, medo, insônia, desesperança em relação ao futuro, ideação suicida começaram a se tornar mais frequentes no último período. "Vem dai a necessidade de encontrar outras formas de oferecer suporte/cuidado aos nossos pacientes. Iniciamos o atendimento através do contato telefônico, mas isso acabava bloqueando a nossa linha telefônica. A partir daí, conseguimos a organização e doação de equipamentos que permitiram a realização dos atendimentos online que tem surtido efeitos muito positivos", comemora Andrea. Além do teleatendimento por vídeo, as psicólogas do CAPS tem utilizado com maior intensidade os grupos em aplicativos de mensagens, meio pelo qual são enviadas diariamente, mensagens produzidas pela equipe do CAPS. São orientações sobre os cuidados relacionados à pandemia; a necessidade de se manter o tratamento psiquiátrico, o uso correto das medicações, sempre utilizando imagens do espaço do CAPS e da equipe. A implementação do teleatendimento, contudo, não impede que a equipe faça os atendimentos presenciais em casos de emergência procurando seguir todas as orientações de segurança tanto para os profissionais quanto para os pacientes.
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